Mudança
Fui com a Dai, para ter certeza de que a casa não valia a pena mesmo, lá na casinha que está para alugar na Rua Girassol. É bem longe, eu sei... Mas tivemos uma bela surpresa ao chegar lá. A casa estava inteira reformada, com mobília antiga, todos os cômodos eram visíveis (inclusive os dos vizinhos) pois só havia metade das paredes.
As casas eram, na verdade uma só separadas por ambientes diferentes e uma portinha na frente de cada uma.
O banheiro era lindo, todo em louças antigas e com uma banheira enorme.
Perguntei para a vizinha se ela achava aquela uma boa casa, esta disse que seria ótima e que estava até melhor do que a dela. Comentei sobre os gatos e fiquei imaginando como seria estranho telar todas aquelas meias-paredes.
Na volta, primeiro me perdi da Dai que quis fazer um caminho diferente, depois me perdi do caminho mesmo. Percebi que aquele pedaço da Vl. Madalena estava entre duas montanhas: atrás de uma montanha ficava a casa e atrás da outra ficava Pinheiros. Já tinha decido a primeira montanha, agora para subir a segunda eu deveria passar por um cemitério.
Era um cemitério bem simples, de terra vermelha batida e cruzes enfileiradas no chão. Não havia uma só graminha ou flor envolta dos túmulos.
Do outro lado do cemitério havia um cemitério de carros... Vários fuscas parados em blocos retangulares, divididos por cor (a maioria vermelho e amarelo). Muitas pessoas estavam lá esperando um sinal para poderem pegar um carro e saírem. Acho que o Moisa estava também, procurando um carro específico (mas eram todos iguais).
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