29 janeiro, 2003

Ontem sentada no chão de uma salinha, conversando com a July e o Ti sobre o que fazer com uma prateleira lotada de livros que precisam ser colocados em ordem eu lembrei da Lú.
Conheci a Lú na sétima série, durante os ensaios da escola para o sete de setembro. Ela ia desfilar com a turma de educação física e eu ia desfilar para a turma de geografia. A segunda vez que nos encontramos pela escola foi numa reunião sobre a publicação de um livro de poesias que íamos lançar com outros alunos do colégio e ela estava discutindo religião com uma outra colega.
Daí em diante nos tornamos grandes amigas. Vivíamos grudadas, íamos sempre uma na casa da outra, fizemos a nossa turminha, dávamos festinhas, organizávamos campanhas sociais dentro do colégio, chegamos até a escrever juntas para o jornalzinho da escola! Onde uma ia a outra estava por perto.
Uma das coisas que eu mais gostava de fazer com a Lú era ir ao centro da cidade a tardezinha para ver livros. Íamos de sebo em sebo e ficávamos folheando livros de todos os assuntos possíveis. Gostávamos tanto de fazer isso que nos sentávamos no chão só para olhar as prateleiras com mais calma, de vez em quando pegando algum livro legal pra ler um trechinho. Aí nós levantávamos e iamos embora sem comprar nada, afinal de contas a mesada era curta e não dava pra comprar todos os livros que agente via.
Depois da escola e de algumas confusões nós nos separamos. Ficamos muito tempo sem nos ver e quando voltamos a nos falar chegamos até a morar juntas por uns meses.
Essa semana tentamos nos encontrar (depois de mais um ano sem notícias) e não deu certo de novo. Que saudade da época em que bastava esperar o intervalo da aula pra poder descer até a biblioteca e encontrá-la pra colocar o assunto em dia!

28 janeiro, 2003

Barulhinho Bom

Os amantes do sol de verão que me perdoem, mas eu adoro dias de chuva. É tão bom olhar para o céu e ver tudo cinza, chega a fazer me sentir mais leve. Por mim esses dias cinzentos durariam até o mês de maio e eu estaria mais que feliz.
Ontem a noite fiquei em casa fazendo nada: Deitei na minha cama com uma baita preguiça e passei um tempão fazendo nada, só ouvindo a chuva cair enquanto entrava um ventinho gelado pelo vão da janela. Isso me trouxe uma calma tão grande que foi como se tivesse limpado a minha mente. Esqueci de tudo o que estava me deixando preocupada e passei a pensar só em coisas agradáveis. Foi aí que eu percebi o quanto eu estava precisando de um tempinho tranquilo comigo mesma, essa foi a primeira noite dos ultimos dias em que eu dormi realmente bem.

27 janeiro, 2003

TryGroup

Dica do Givago. Entra lá, escolhe um dos desenhos e vê no que dá!

24 janeiro, 2003

Olha só o que a falta de fazer faz: depois de terminar o quarto livro do Harry Potter, sem ter mais nada pra me ocupar fui ficar testando como eu poderia bater na porta.
Que bom que ninguém estava vendo uma coisa dessas, senão eu ia ganhar uma camisa branca de manga longa na mesma hora!
E que falta do que escrever também! Pra que é que eu coloquei isso no blog?
Segunda feira dei uma cabeçada na porta. Foi muito rápido e eu nem lembro bem como aconteceu. Na correria para voltar ao trabalho (já perdi hora no primeiro dia) sai apressada do quarto e a quina da porta estava bem no caminho da minha sobrancelha esquerda. A cacetada foi feia e me rendeu um galo que durante dois dias quase me fez chorar com umas pontadas de surpresa.
E o mais estranho não foi a minha estupidice de conseguir trombar com uma porta: foi descobrir que se eu tivesse topado com a porta do jeito que aconteceu, não daria para acertar a sobrancelha esquerda... talvez a direita, mas a outra é impossível!
Percebi isso quando passei pela porta ontem a noite, quando vi pra que lado ela estava virada. Fiquei curiosa e fiz vários testes: passei pela porta virada para todos os lados, com ela aberta em varios ângulos e não tem jeito de ter dado a cabeçada do jeito que foi.
Eu hein... que estranho. Como é que eu fui arrumar esse galo?

22 janeiro, 2003

Mas vamos falar de coisas boas! Afinal de contas eu não voltei de uma viagem tão incrível para ficar de mau humor e choramingando logo nos primeiros dias, né?!
Ontem fui ao teatro com os meus amigos e o meu mino. Apesar da chuva que eu tomei, foi muito legal! Assistimos "O Pó" no Centro Cultural, a peça é muito boa! E como eu estava precisando dar um pouco de risada ontem...
De volta das férias, tirando o atraso, matanto as saudades, quase voltando à rotina e já tenho trabalho até o topo! Aliás, tem muito mais trabalho me esperando do que o normal de antes. A verdade é que eu estou ficando até aflita com a idéia de que me passaram um trampo e de que talvez eu não dê conta dele, essa semana minha coordenadora me passou uma tarefa para terminar em dez dias, e pelos meus cálculos isso levaria alguns meses para ficar pronto e mesmo assim talvez incompleto. Puxa que chato, me colocaram uma responsabilidade tão grande nas costas e talvez eu não tenha capacidade para levar.
E para complementar o pouco trabalho que eu já vou ter, semana que vem também começo a trabalhar a noite. Será que eu aguento?

17 janeiro, 2003

Buááááááá!!!! As férias já estão acabando... Domingo cedinho eu já fui embora!
Não quero voltar! Quero continuar aqui e ir pra praia todo dia, quero ir de novo pra Barra de Camaragibe dormir numa rede ouvindo o mar, quero ver meu pai pescar o meu almoço mais vezes enquanto eu fico mergulhando atrás de peixinhos-coloridos-que-brilham-debaixo-dágua, quero tomar água de coco sempre que der vontade... Não quero sair mais daqui!

Tá eu sei... ainda tenho mais dois dias... mas passa tão rápido... eu queria mais tempo!

Mas até que vai ter suas vantagens voltar pra São Paulo! Acabei de receber um e-mail de um amigo dizendo que me comprou ingressos pra ver Apocalipse 1,11 (valeu Ti!!! vc sabe que eu te adoro, né?! :o))))) e eu tô morrendo de saudades de muita gente! Mas se eu tivesse só mais uns dias pra ficar aqui... sniff...

01 janeiro, 2003

FelizAno Novo
"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente."
(Carlos Drummond de Andrade)

PS: A viagem está maravilhosa, e se depender do tanto de comida gostosa que tem por aqui vou voltar p/ São Paulo gorda que nem uma porca... :o)
Sem contar que já passeei de barco, mergulhei, rodei metade da ilha e meu pai e a Maricleide prometeram me levar para Natal, Maceió e João Pessoa.
Mas o mais legal de tudo ainda foi encontrar no meio dos álbuns de foto do meu pai um bilhetinho que mandei para ele ha muitos anos (da época em que eu roubava o batom rosa-choque da minha mãe para assinar que nem a Xuxa) com um versinho de agenda. Dá pra acreditar numa coisa dessas? isso deve ter no mínimo uns 12 anos e ele ainda guarda!