30 setembro, 2004

Dias úmidos...

Noite retrasada eu estava procurando por alguém. Peguei um trem para encontrar com a pessoa e conheci duas meninas. Fomos conversando a viagem toda até chegarmos em um castelo, que elas não me deixaram entrar. Segui pelo caminho ao lado, caí na água e virei um peixe. Todos os peixes era como os personagens de Procurando Nemo, eles me conheciam e eu conversava com eles. Até que apareceu um tubarão, que não era da Comedores de Peixes Anônimos...

Já ontem, era de manhã e eu estava em uma espécie de shopping comprando raspadinha (sim. aquele monte de gelo com calda e leite condensado: muuuito leite consensado no meu caso). Começou a chover, e a marginal alagou, então subi num colchãozinho inflável e comecei a remar, pensando em ir na casa do Meco. Acontece que a correnteza me puxava para o lado errado, e eu acabei indo pra muito longe e ficando com medo de não conseguir volrat. E então encontrei o Caio, que também estava remando de cima de um colchãozinho inflável colorido e me explicou como eu deveria bater os braços para ir na direção certa.
Parei numa confeitaria, com minha tia e minha prima, para comprar um pedaço de bolo. Compramos e voltamos para o shopping (aquele da raspadinha) de onde eu liguei para o Meco que me deu a maior bronca por eu tentar ir até a casa dele a "remo".

19 setembro, 2004

"No meio da noite, Anton acordou. Esfregou os olhos e piscou. Onde estava? Há alguns instantes estava no meio de todos os vampiros, sentado a uma mesa comprida, e Sabina von Schlotterstein, a Terrível, fazia um discurso... Mas agora ele estava na cama!
Ao seu lado ouviu o tique-taque do despertador e sob a luz fraca que entrava pela janela distinguiu os contornos de sua escrivaninha e do abajur. Anton respirou aliviado. Por um momento ele achou que estava mesmo no cemitério, onde havia uma grande festa!
Tentou lembrar-se do sonho..."

Angela Sommer-Bodenburg, O Pequeno Vampiro.

17 setembro, 2004

Viajando

No meio de uma viagem para a Colômbia, estávamos todos jogando baralho na traseira do caminhão. Como ninguém estava dirigindo, eu tinha que ir à frente de tempos em tempos para ver se continuávamos na estrada. Não havia nenhuma passagem entre as duas partes do caminhão, e eu tinha que me espremer por uma janelinha estreita colocada para circulação do ar.
Mas de repente o caminhão começou a subir uma serra e quase caiu. Às pressas eu parei o carro e desci.
Na nossa porta bateu um colombiano, dizendo que não continuássemos a viagem imediatamente, que antes subíssemos no carro dele para irmos a algum lugar (que ele não identificou).
Enquanto convencia as pessoas a não colocarem as mochilas em seu carro, ia discutindo com ele sobre o porquê deveríamos entrar em seu carro e seguir com ele.

15 setembro, 2004

Momento regressão

Dia desses voltei à escola... Ao primário provavelmente. E encontrei lá várias pessoas da minha idade (a de hoje), até gente da faculdade.
E a escola era bem diferente! Era um internato. Minha primeira aula foi sobre como plantar violetas (lembro até do cara que me vendeu os vasos ter ligado avisando que se eu colocasse mel na terra, elas ficariam mais bonitas). As minhas violetas eram roxas e eu dei pra professora. A segunda aula foi de matemática com toques de filosofia e reflexão.
Saindo das aulas fui para o meu quarto. Era uma espécie de belixe-duplex. Um quarto de dois andares, mas no de cima só tinha (e só cabia) uma cama. Fiquei na primeira cama de baixo. Dormindo nessa cama eu teria que cuidar de um neném, que ficaria num cesto na cabeceira. E todas as coisas do neném eram amarelo-ouro, como o meu quarto de bebê...
Além da cama, com o bebê e um armário na cabeceira, eu tinha um palm que trazia todas as informações sobre a escola, a grade horária e os exercícios. No meu primeiro dia eu deveria escolher um livro de uma lista indicada para começar minha biblioteca pessoal que ficaria na cabeceira da cama (em cima do bebê, embaixo do armário).

E ainda ontem, quem diria! Tive prova com a Dulce! A professora de matemática do meu colegial que dizia que ninguém da minha turma tinha capacidade de entrar em uma universidade pública, e quando eu passei na USP saiu anunciando para toda a escola que foi porque ela me ?treinou?. Pobrezinha... nem sabe que eu mal lembro da prova de matemática: só primeira fase, questões múltipla escolha e todas foram chutadas.
Mas voltando à prova: eram cinco folhas com testes de lógica, onde eu não enxergava lógica nenhuma... Um monte de desenho sem sentido com enunciados que não batiam. Eu tinha terminado de responder a primeira folha quando ela chegou avisando que o tempo tinha acabado. Mas que a prova não valia nada de qualquer forma.

10 setembro, 2004

"Tá todo mundo louco!"

Meus pais (que por sinal eram a Marieta Severo e o Marco Nanini: sim, da Grande Família) surtaram! Conheceram a banda The Forest (pessoalmente) e gostaram tanto dos caras que decidiram marcar meu casamento (sem me consultar) só para que eles tocassem no casório. Meu irmão (o Dvd mesmo) até preparou um convite para o casamento: parecia um encarte de CD em miniatura, cor-de-rosa, com um monte de coisa escrita que eu não identifiquei.
A bagunça toda já armada, resolvemos comprar uma casa atrás da casa da minha mãe. Era uma casa enorne: de dois andares, com corredores intermináveis e cheios de portas, piso de ardósia e paredes brancas. O proprietário antigo se chamava Frank.
Após dormir a primeira noite lá, resolvi andar pela casa para conhece-la melhor. Era tudo muito estranho, o banheiro por exemplo tinha o formato de um triângulo, o box era um quadrado gigantesco no meio, a pia ficava na base do triângulo e a ponta dele ficava vazia para o outro lado do box.
Lembro que do andar de cima dava para ver as janelas de baixo e que havia alguém numa cadeira de rodas lá, parecia ser eu, e me perguntava se estava me vendo na cadeira ou se era o reflexo.
Abri a segunda porta do corredor e que susto! O quarto estava ocupado. Era bem estreito, tinha um beliche de cada lado, um corredorzinho minúsculo entre os beliches e um monte de roupa e cobertores espalhados pelo quarto todo. Embaixo de um beliche havia um homem, e em cima do outro uma mulher que levantaram para me receber.
Percebi que os dois tinham problemas mentais e cheguei à conclusão de que a casa fora um sanatório e quando os doentes foram tirados para a venda da casa, esqueceram esses dois.
Saí, tranquei a porta (todas as portas tinham uma chave pequena para o lado de fora), procurei o Meco para ligarmos na imobiliária, quando encontramos com duas pessoas que seriam funcionárias do sanatório. Os dois estavam procurando pelo Frank e nós tentamos explicar que a casa já tinha sido vendida e agora estávamos só nós dois (mais os loucos que sobraram).
Então eu olhei para fora e vi o próprio Frank (um cara magro, de cabelos negros e rosto comprido) morto, pendurado na horizontal no alto de uma parede, com a cabeça atravessada do queixo ao topo por um cano.
Nessa hora saímos da casa e de repente descobrimos que todos os loucos ainda estavam lá, e eles começaram a sair correndo, desesperados pelo jardim da casa. Todos tinham o rosto cinza, do pescoço para cima, e iam em direção ao portão.
Uma mulher bem alta entre eles esticava o braço e derrubava qualquer um que estivesse no seu caminho. Ela foi a primeira a alcançar o portão, destrancou-o e fugiu com todos os outros atrás.
A última coisa de que me lembro foi ver passar, subindo a rua, um fusquinha conversível amarelo com os Muppets e um dos loucos dentro lambendo uma corneta.

08 setembro, 2004

Pé na Estrada

Voltando do Caminho da Fé, na van com os outros peregrinos, paramos em um posto na estrada.
Cansada, fiquei no carro dormindo e acordei com todos voltando ao carro pois não encontraram o que queriam no posto (acho que era cerveja). Continuei dormindo enquanto o pessoal foi ao posto seguinte e acordei com o Xerxes miando embaixo do banco.
Então eu pensei em como fui cruel, deixando de dar atenção aos meus gatinhos que ficaram dentro da van durante toda a caminhada.
Procurei pela Phoebe e apareceu uma outra gatinha, parecida com a que eu vi na entrada de Andradas, mas metade de seu corpo mostrava que não era uma gata, era um bichinho indefinido e sem pernas, muito parecido com os personagens da Lenore... Uma mistura de vários deles.