24 agosto, 2004

Nota sobre o post anterior
Já que eu não consigo lembrar o sonho de hoje

Lembrei que, apesar de estar no Japão, nenhuma pessoa no shopping (que estava lotado de gente) tinha os olhos puxados. E uma das funcionárias da loja era igualzinha à Letícia Spiller (é assim que escreve?) e usava uniforme de aeromoça.

23 agosto, 2004

Ao som de Telegrama - Zeca Baleiro

No Japão, recém chegada e passeando no shopping, vi que havia uma loja selecionando funcionários para trabalhar lá: resolvi me candidatar.
Acontece que eu passei muito tempo preenchendo o formulário (afinal de contas não é nada fácil responder um formulário em japonês), e todo mundo foi embora incluindo a Dai e a July, e eu perdi o trem de volta para São Paulo.
Então eu vi que o Meco estava lá ainda, apagando as luzes da loja. Já que eu só poderia pegar o trem no dia seguinte, ficamos conversando sobre as possibilidades de eu ser aceita na loja e sobre comida. Comida japonesa, claro.

17 agosto, 2004

Era guerra

E guerra é aquela loucura: pessoas correndo para todos os lados, bombas sendo jogadas, os quatro exércitos se acabando: verdes e azuis de um lado, amarelos e vermelhos de outro.
E as bombas eram redondas, como ovos de dinossauros, nas cores dos seus times. E todos os quatro andares do shopping (incluindo as escadas rolantes) estavam cheios de bombas.
E coisa curiosa, as bombas podiam mudar de exército, se entrasse em contato com bombas e soldados de outra cor.
Não bastasse as bombas para desviar, os soldados para matar e toda a correria, ainda tínhamos que evitar os dinossauros de verdade, provavelmente saídos do ovo. Eram enormes e passeavam por aí, nas cores dos ovos de cada grupo.

13 agosto, 2004

Preciso castrar meus gatos

O Xerxes, meu persa amarelinho, não pode me ver abrindo a porta de casa. Ele ouve a chave e já está lá pronto pra fugir. E quase sempre escapa: sai correndo feito um foguete e para na porta do vizinho, que tem um gatinho que também corre para a minha porta. é bastante bonitinho, na verdade: um tapete farejando outro.
E qual não foi o meu susto na outra noite, quando abri a porta e dei de cara com um monte de filhote mestiço amarelinho! Todos lindos, tigrados e peludos miando e brincando na frente do elevador.

10 agosto, 2004

"As coisas não precisam ter acontecido para serem verdadeiras. Contos e sonhos são as sombras de verdades que irão resistir quando os meros fatos forem poeira e cinzas, e esquecidos"
Neil Gaiman. Sandman: terra dos sonhos, sonho de uma noite de verão.

07 agosto, 2004

Era de manhã e passeávamos por um tipo de morro, sem muitas árvores, só alguns matinhos de um lado ou outro e a terra bem dura e seca. No caminho eu encontrei uma tartaruguinha presa numa caixa. Ela parecia uma tartaruga marinha com as nadadeiras amarelas.
Logo em seguida chegou um guarda florestal, eu expliquei que a encontramos ali e fomos tomar sorvete. A sorveteria tinha um monte de sabores diferentes de nomes esquisitos e eu não consegui e decidir qual tomar.

05 agosto, 2004

Essa noite passeei com a minha mãe. Pegamos o metrô, saímos em um shopping subterrâneo e fomos comprar bolsas e tênis.

03 agosto, 2004

Viagens

Estávamos na casa do meu tio-avô, mas não a que eu conheço: era outra bem mais simples, bem mais bonita, bem mais distante. A casa tinha muita coisa em madeira, o chão de terra batida e pelo meio dela (sim: por dentro) atravessava um riacho estreito por onde as crianças podiam brincar ao lado da mesa de jantar.
A família foi em número grande, eram dois carros cheios na despedida (cheios tipo fusca de palhaço). Mas eu não voltei, parti para outro lugar: eu e mais duas num barco. Não havia mais casa, nem riacho, nem carro. De um lado era o mar e do outro a praia.
Uma praia estreita, com casas sem calçada de frente para a areia e muita gente. Nós, dentro daquele barco enorme, muito antigo, inteiro de madeira e com manchas por todos os lados como se tivesse ficado abandonado por décadas.
Descemos pela praia, procurávamos por algum salão, mas ele não estava lá: em seu lugar havia uma casa de fliperama bem feia e com máquinas azuis velhas.
Então abandonamos o barco: pegamos nossas bolsas, casacos e chapéis e partimos pela estrada de terra à frente deixando o barco, o fliperama, o mar e todo o resto para trás.
Sabíamos que a caminhada seria muito longa, mas o destino acho que nem passou por nossas cabeças, se é que um dia chegaríamos chegaríamos em algum lugar.