Salvando galinhas e perdendo o tornozelo
Estávamos descansando em uma casinha com um quintal cheio de animais quando percebemos as galinhas estavam sendo atacadas. Corremos e alcançamos um deles que era uma espécie de mistura de raposa com tamanduá e jaguatirica.
Peguei o bicho e me disseram que ele deveria ser levado o mais rápido possível para a casa de um cara que estava por perto. Nós dois saímos correndo que nem loucos enquanto eu segurava um plástico com o bicho e de vez em quando dava uns tapas nele para que sossegasse.
Corremos por um longo campo: uma espécie de clube com muito verde e quadras e árvores até chegarmos na casa de um quarto e o jogarmos (já morto) em cima da cama. Quando sentei, reparei que meu tornozelo estava inchando muito e já tinha uma bola do tamanho da minha mão fechada, que crescia sem parar e era de um vermelho forte, quase roxo.
Os dois tornozelos continuaram a crescer até se parecerem com uma flor enorme, vermelha, redonda e de duas pétalas enrugadas. Dentro dela, o miolo estava em carne viva, brilhante como uma peça de plástico.