28 abril, 2004

Sonho de outro dia aí... (foi sábado, né?!)

Estava eu de mudança para uma belíssima mansão onde aluguei um quarto. Era uma casa térrea, gigantesca, com decoração impecável e uma espécie de quintal, meio jardim de inverno, meio área de lazer (cada hora ele parecia algo diferente) com uma piscina enorme e várias cadeiras de praia e samambaias por todos os lados.
Na casa tinham vários gatinhos e eu fiquei super feliz de achar companhia para o Frodo, a Phoebe e o Xerxes (apesar da preocupação de o Xerxes poder fugir). Ah! a casa também tinha dois gatinhos da mesma cor do Xerxes, mas não eram persas, e era assim que eu diferenciava o meu tapetinho dos outros, sem contar que ele já era adulto, e tinha virado um gato enorme!
Atrás da casa tinha uma espécie de uma mina, ou construção subterrânea em andamento... Com vários andaimes, escadas e tábuas para todos os lados. E atrás da Mina viviam vários dragões que eram liderados por um dragão belíssimo, de escamas meio azuladas que queria dominar o mundo (ou era uma espécie de Anticristo ou coisa assim). Alguns desses dragões eram de uma espécie de híbridos, mutantes ou sei lá que podiam aparecer como humanos.
Em algum momento do sonho eu descobri esse dragão-anticristo e ele mandou perseguirem a mim e às pessoas que estavam comigo. As pessoas conseguiram fugir, mas eu não, e ajudada por uma dragão-fêmea (que aparecia na forma de uma loira quase nórdica de tão branquela) eu consegui entrar na casa, onde agradei um pouco os meus gatinhos (e os amiguinhos quase-identicos ao Xerxes), dei um recado qualquer para as donas da casa e fui me esconder na mina.
Ali descobri que a Mina era uma espécie de refúgio para quem estava se escondendo dos dragões e existia um monte de gente lá. Mas quando eu ia andar mais por ela, um grupo de crianças japonesas invadiu o lugar, jogando bombas e usando uma espécie de controle remoto que paralisava as pessoas.
Eu consegui pegar um daqueles controle remotos, mas ele não paralisava os japoneses e eu fui capturada.
Quando todos foram devidamente paralisados, chegou uma equipe com cara de FBI que estava levando as pessoas em furgões para sabe-se lá onde. Na minha vez de entrar no furgão a mulher que estava organizando a fila disse que eu não poderia usar nenhuma jóia. Então eu tirei minha correntinha, meu brinco e meu piercing, coloquei num saquinho branco com um bilhete pedindo para guardarem para mim e joguei o saquinho pela janela do casarão.
Aí eu acordei.

O Sonhei.com não faz mais interpretações digratis e eu não acho que compense pagar, mesmo R$1,00 por mês, pra isso... Alguém se habilita a interpretar o meu sonho?

26 abril, 2004

Faz tempo que eu não comento nenhum sonho aqui, né?! Pois é. Eu tive alguns no mínimo curiosos ultimamente, mas sem pique de escrever, brochei com o meu site de interpretação preferido ser agora pago e tal... Fazer o que, né?!
Tinha um sonho bem legal pra colocar aqui, de sábado. Mas hoje me aconteceu uma coisa que eu resolvi comentar. Então o sonho fica pra amanhã.

Nada acontece por acaso

Frase mais carne-de-vaca, não? Sempre que você ouve isso, passa reto por ela, ignora, pensa "é mais um comentário de gente que gosta de ler auto-ajuda" e coisas assim. Pois é... Eu faço isso.

Quando eu era criança, tinha um despertadorzinho na minha cabeça. Não sei como, esquecida do jeito que eu sou... Mas funcionava assim: antes de dormir eu fazia a minha oração (sim: era de manhã de tarde e de noite, que nem Daniel...), aí eu pensava "não posso esquecer que eu tenho que acordar tal horas" ou "não posso me esquecer de fazer isso assim que acordar".
E funcionava! Eu só comprei meu primeiro despertador quando mudei pra São Paulo. E depois disso, meu despertador mental nunca mais funcionou. Até hoje.

Eu fui dormir cedo, relativamente cedo, e simplesmente por preguiça. Também pensei um pouquinho que eu ia ter uma semana dificil e queria começar descansada. Mas isso é desculpa. Eu tava hyper relax, bateu a maior preguiça e eu quis dormir.
Normalmente não importa a hora que eu durmo: durmo que nem pedra até ser chacoalhada (e chacoalhada de verdade, só um cutucãozinho não me acorda) ou até o despertador gritar no volume máximo com alguma música agitada.
Mas hoje eu acordei sem o relógio, sem alguém me chacoalhando pq eu to atrasada, sem meus gatos pulando na minha cabeça (sim, eles tb me acordam às vezes), nem nada... Só acordei. E eram 4h da manhã, não tinha sol, nem barulho, nem nada. Eu acordei e pronto. Sem preguiça, sem me sentir cansada, nem mau humor.
Como eu vi que horas eram e era muuuuito cedo, tentei dormir de novo. Fiquei uma hora na cama e não consegui. Aí eu levantei... Procurei o que fazer: fiz as unhas, a sobrancelha, brinquei com os gatos, tentei dormir de novo... E nada. Até que o relógio tocou. Eu fiquei até feliz, sabe? Puxa, consegui acordar mega cedo e não to cansada... Ao invés de me perder no snooze lavei o cabelo com calma, dei ração pros peixes, pendurei a toalha no varal e saí toda feliz pro trabalho.
Por incrível que pareça, dessa vez não teve engarrafamento. Mesmo com um buso quebrado no caminho. Cheguei perto do trabalho uma hora mais cedo. Aproveitei e fui ao banco fazer um depósito, fui lentamente pro trabalho e entrei às 9h em ponto.

Aí eu descobri que o meu despertador não funcionou sozinho à toa. Entrei na sala da minha chefe: ninguém, entrei na sala da minha supervisora: ninguém, passei pelas mesas dos meus colegas: ninguém.
Tinha uma reunião eu esqueci. Se tivesse me arrumado e vindo direto pro trabalho mais cedo eu teria chegado a tempo, e não teria passado o fim todo da reunião verde de vontade de ir no banheiro pois tive que ir correndo pra sala onde todos estavam.

Da próxima vez que eu, do nada, acordar mais cedo, consulto minha agenda antes de fazer as unhas e hidratar meu cabelo.

23 abril, 2004

O número do dia é 175.

Não, não é um bom número, não tenho esperanças de ganhar na Mega Sena com ele e eu preferia ter acordado sem esse número.
Meu dia seria bem mais feliz. Mas fazer o que? pelo menos o dia ainda não acabou. Quem sabe não aparece outro número até lá?

22 abril, 2004

Indicação de post tirada dos blogs do Nishi e do Barizon:

- Pegue o livro mais próximo de você.
- Abra o livro na página 23.
- Ache a quinta frase.
- Poste o texto em seu blog junto com estas instruções.

Aqui está:

"It is difficult to find out exactly how many such cases have been settled, but during the Attorney General's investigation, Lilly acknowledged settling other cases as well, wich has kept the issue quiet."
Glenmullen, J. Prozac Backlash: Overcoming the dangers of Prozac, Zoloft, Paxil, and others antidepressants with safe, effective alternatives. New York: Simon & Schuster, 2000.

Mas pra quem trabalha em biblioteca não tem tanta graça.

19 abril, 2004

Coisa boa

Ontem à noite eu fiquei muito, mas muito, feliz por um motivo inusitado: eu estava com sono. Parece estranho, né?! Alguns não entendem muito bem quando eu diferencio sono de cansaço... Mas são duas coisas completamente diferentes. E que contam muito!
Geralmente vem o fim de um dia e eu chego em casa, deito na cama e apago. Mas se me perguntam se eu estava com muito sono, a resposta provavelmente é não. Eu costumo acabar o dia no 220. Mais agitada do que quando acordei com o rádio no último volume. Tão elétrica, que se eu não for dormir e estiver acompanhada eu desando a tagarelar, ou a fazer coisas sem parar como brincar com os meus gatinhos, limpar ou arrumar alguma coisa em casa e tal... Eu não sinto sono.
Já cansaço é outra história. Chega sempre um ponto em que o meu cérebro praticamente não responde mais. Meu raciocínio diminui o absurdo, eu fico de mau humor e tudo o mais. Aí aos poucos o corpo para de responder ou começa a reagir e doer todinho: é aquela velha sensação de estar moída. É aí que eu acabo dormindo, mesmo sem estar com sono. O triste resultado é que eu acordo no dia seguinte, depois de um "sono" mega pesado como se não tivesse dormido nada.
O meu sono de verdade sempre vem de manhã. Que é quando meu corpo se dá conta de que quase deu um jeito no cansaço (afinal de contas esse é cumulativo e não acaba de uma vez), mas recuperar as energias que é importante nada. Aí, com as energias em baixa, o corpo tem que se virar pra aguentar o dia, e eu acabo aquela pilha até chegar a noite de novo.
Parece que esse ciclo não tem fim, não é?!
Pois é. Mas nesse domingo à noite (bem cedo até, se for pensar a hora que eu acordei) eu tive sono. E como isso foi bom!

Eu sei que hoje provavelmente já acaba essa sensação. Volto pra correria, pra rotina e finalmente pro cansaço. Mas o fato de ter um fim de semana maravilhoso em que eu quase coloquei minha vida em dia, aproveitei o meu amor, me diverti um monte, cuidei dos meus gatinhos e ainda consegui lavar roupa me deu um pouco de ânimo pra aguentar mais um pouco essa loucura.

Se tudo der certo, mais dias de sono e menos dias de cansaço virão. Logo logo...

14 abril, 2004

Pois é. Outro dia eu fiz questão de comentar quer esse blog faria aniversário dia 10. Aí chegou o dia 10 e eu esqueci...
Paciência.

13 abril, 2004

Amo-te muito
Dominio publico

Amo-te muito, como as flores amam
O frio orvalho que o infinito chora.
Amo-te como o sabiá da praia
Ama a sanguínea e deslumbrante aurora.

Oh! não te esqueças que te amo assim.
Oh! não te esqueças nunca mais de mim.

Amo-te muito como a onda a praia
E a praia a onda, que a vem beijar...
Amo-te tanto como a branca pérola
Ama as entranhas do infinito mar.

Oh! não te esqueças que te amo assim.
Oh! não te esqueças nunca mais de mim.

Amo-te muito, como a brisa os campos
E o bardo a lua derramando luz
Amo-te tanto quanto amo o gozo
E Cristo amou ardentemente a cruz.


E justo na hora em que você mais precisa, como se fosse tudo programado e ensaiado com perfeição, chega algo especial para salvar o dia!

08 abril, 2004

Para quem passar por aqui, se alguém passar por aqui até lá:

Feliz Páscoa e cuidado com a dor de barriga!

;o)

05 abril, 2004

Não é quando a minha mãe liga perguntando o que eu quero ganhar, não é quando as pessoas olham para mim com cara de "tá chegando", não é quando eu ouço um "vai ter festa?" que eu me dou conta de que o meu aniversário realmente está chegando.
Normalmente eu caio na real de que estou ficando mais velha quando ligo o rádio, vejo manchetes de revistas, vejo algum site de noticia e dou de cara com um aumento incrível de matérias sobre a morte do Kurt Cobain e o fim do Nirvana.

Triste, não?

Falando nisso, esse blog também vai fazer aniversário, no sábado: 2 anos. Vai ter festa? Não. Grandes mudanças? Não. Só achei que devia comentar.

01 abril, 2004

Eu sei, só há uma página de comments pra todos os posts do blog, e essa página se repete a cada post. Eu vou arrumar isso, mas não agora. E depois, com um número tão grande de comments que o blog tem, os poucos e raros leitores dele não se importam de esperar mais um pouco, né?!
Pelo menos essa uma página de comments tá funcionando, né?! Menos mal.
Não leia esse post. Ele é longo demais, mau humorado demais, deprimente demais.

Antes de passar no vestibular eu morava na casa da minha mãe. Vivia muito feliz com uma mesada de R$20,00 por semana (ou seria semanada?) e esse dinheiro tinha que dar para meu almoço, transporte, lanche da escola e para o fim de semana. Tinha que dar não, era suficiente.
Aí eu entrei na faculdade, e não dava para viajar todos os dias: me mudei para São Paulo. Nessa época eu ainda não trabalhava: minha mãe me ajudava com uma certa quantia por mês (isso sim pode ser chamado de mesada), não era muito, menos até que um salário mínimo. E esse dinheiro servia para eu comer (e eu comia muito bem por sinal), para o transporte, para pagar as contas e ainda para viajar todo fim de semana pra casa da minha mãe. As contas iam muito bem, o dinheirto era suficiente, mas eu sempre pensava: se eu conseguisse um emprego de uns R$XXX,XX seria tão bom, além das contas pagas, eu poderia folgar um pouquinho, né?!
Aí, alguns meses depois eu me mudei outra vez. Comecei a trabalhar meio período, por aquele valor: mais do que três vezes a ajuda da minha mãe. Fiquei super feliz... Pagava as minhas contas direitinho, tinha os passes do trabalho, vale alimentação, passei a sair de vez em quando, a viajar menos, e ainda dava o dízimo (sim, os tão polêmicos 10% que vc entrega para Deus, para ajudar no sustento da igreja e tudo o mais)!
Mas chegou uma hora em que as contas estavam ficando difíceis. Eu morava num lugar onde tudo era relativamente mais caro, as contas eram maiores (mesmo com uma ajuda da minha mãe, maior do que aquela primeira mesada) e tudo o mais... Eu lembro de nessa época, pensar em como seria perfeito se eu tivesse um salário de R$XXX,XX + 1/2 R$XXX,XX. Cheguei até a pedir a Deus um emprego novo e tudo o mais pois isso seria mais que suficiente para eu pagar todas as minhas contas, ter uma graninha para gastar comigo e ainda guardar um pouco numa poupança.
Consegui outro emprego. E um belo dia reparei que já estava ganhando o que eu queria e que ainda assim não conseguia guardar um só centavo, que o diga continuar dando o dízimo. Nessa época me mudei de novo, de um quarto alugado para um apartamento dividido com a July. Pouco tempo depois, arrumei outro emprego.
Hoje ganho quase o dobro do que ganhava no último emprego (10 vezes mais a mesada que eu recebia quando mudei pra SP), acordo todos os dias 6h da manhã, durmo sempre em algum momento entre 0h e 2h (raramente mais do que 6h por noite), trabalho muito mais do que a minha capacidade permite, quase não vou à uma igreja por estar sempre cansada demais, quando aparece alguma balada interessante acabo não tendo pique para ir, quase não viajo pra casa da minha mãe, já deixei até de almoçar por falta de tempo, cheguei ao ponto de não me lembrar nem do trajeto que eu fiz para voltar pra casa nos últimos dias: minha memória só identifica o lugar onde eu estava (a faculdade, por exemplo) e daí ela pula para a hora em que eu acordo, no dia seguinte. E ainda assim, mal consigo controlar o meu cartão de crédito.
Aí eu passo no mural de estágios da faculdade e me sinto frustrada quando vejo uma proposta de meio período pela metade do que eu ganho e não aceitar por medo de não aguentar minhas contas. Meu sonho quando entrei na faculdade era trabalhar numa biblioteca infantil, hoje nem olho essas propostas pois elas costumam pagar pouco. Vejo meus colegas saírem, irem a programações da faculdade durante o dia, fazerem cursos, praticarem yoga, marcarem baladas, entregarem todos os trabalhos da faculdade e tudo isso ganhando até menos do que eu ganhava no meu primeiro emprego.
Enfim, quais eram mesmo os meus sonhos quando eu decidi minha profissão e vir pra São Paulo? Eles não pareciam custar tão caro. Com o tempo, parece que o preço das nossas necessidades básicas quadruplicam a cada segundo. Eu já disse isso antes, e agora dói mais dizer: quando eu era criança, e nem mesada ganhava, juntar 5 centavos para comprar uma bala na porta da escola me faziam a pentelha mais feliz do mundo... Hoje as balas custam caro demais.